Serra e o "Prêmio Mico": dona Deise cobrou? governador enganou o público?

GOVERNO SERRA RECEBE PRÊMIO POR ATUAÇÃO NA SAÚDE

O governador José Serra foi homenageado ontem pela Organização Mundial da Família pela atuação na área da saúde como ministro do governo FHC. Na sede da ONU em Genebra, Serra lembrou as políticas que implementou, como a quebra de patentes de medicamentos para o tratamento da Aids. A outra escolhida, Cherie Blair, ex-primeira-dama britânica, não compareceu.

O "Prêmio Mico" fez a Folha comer mosca.

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por Conceição Lemes

Nos últimos meses o governador José Serra sofreu alguns revéses no seu currículo na área de saúde -- o seu principal ponto de venda na corrida presidencial, em 2010.

Serra se apresenta na propaganda eleitoral como o criador do melhor programa de aids de aids. O Viomundo provou que é mentira.

Serra se apresenta, também na propaganda eleitoral, como o "Pai dos Genéricos", outra inverdade. O verdadeiro "Pai dos Genéricos", como demonstrou o Viomundo, é o médico Jamil Haddad.

A propaganda de Serra e do PSDB diz que Serra foi o melhor ministro da Saúde que o Brasil já teve. A atuação do atual ministro da Saúde, José Gomes Temporão, deve estar tirando o sono do governador de São Paulo. Afinal, Temporão é do ramo e está fazendo uma gestão competente.

O "Prêmio Mico", recebido essa semana em Genebra, compensaria os revéses e returbinaria o currículo de Serra na área de Saúde. A prova são as mensagens no twitter.

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Serra talvez achasse que todo mundo fosse engolir a informação passada por sua assessoria de imprensa e divulgada por alguns veículos da mídia corporativa.

A nota da Agência Estado -- Serra ganha prêmio internacional por atuação em Saúde -, no dia 8 de julho, dizia:

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), recebeu hoje um prêmio da Organização Mundial da Família (WFO, da sigla em inglês), em Genebra, na Suíça, por seu trabalho a frente do Ministério da Saúde. A WFO é vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU)

O Eduardo Guimarães, do Cidadania.com, foi o primeiro a farejar que havia algo estranho no dito prêmio. Foi no finalzinho da tarde do dia 9:

Fui pesquisar quem é a World Family Organization (WFO). Nem consta verbete na Wikipédia. Quase não há referências à organização na internet. É apenas uma das milhares de ONGs ligadas à ONU espalhadas pelo planeta.

Apesar de a notícia do Estadão induzir o leitor a acreditar que o governador paulista foi premiado pelas Nações Unidas, não é nada disso. A premiação é de exclusiva responsabilidade da ONG.

Luis Nassif,na virada do dia 8 para 9, publicou o primeiro de alguns posts sobre o tema. Título: Um prêmio para o comendador Serra.

Na Mooca, onde José Serra foi criado, havia o hábito de se conferir "comendas" a torto e a direito. O sujeito enricava um pouco (termo da épóca), aparecia alguma aventureiro, criava uma "comenda" e fazia do sujeito um "comendador".

Aparentemente Serra se apegou aos hábitos da infância.


No dia 9, logo cedo, se descobriu que o currículo da dona da ONG responsável pela indicação de José Serra está mais ficha policial.

Depois, que a solenidade não foi no plenário do Conselho Geral da ONU, como próprio Serra alardeou pelo twitter. Foi numa sala emprestada, segundo O Estado.

Em seguida, a própria ONU tratou de esclarecer que não tem qualquer relação com a ONG World Family Organization (WFO, Organização Mundial da Família)que agraciou Serra com o tal prêmio. A ONG amiga é presidida no Brasil por Deisi Noeli Weber Kustra, uma curitibana da gema, que tem problemas com a Justiça em Curitiba e Aracaju.


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Deisi Noeli Weber Kustra: problemas com a Justiça do Paraná e Sergipe

Para acabar o dia 9, o "inesquecível" discurso de agradecimento pelo prêmio, no portal do Governo do Estado de São Paulo: Serra agradece homenagem na sede da ONU, em Genebra.

Cúmulo do ridículo. Para rivalizar com o discurso, só a ausência das outras ganhadoras à cerimônia de entrega do prêmio princesa do Kuwait, Sheikha Al-Sabah, e a coordenadora da Fundação Cherie Blair pelas Mulheres, Cherie Blair. Aliás, até agora, nenhuma foto da cerimônia. Será que o gato da dona Deise comeu? Talvez o gato da charge de Edidelson Silva, mais adiante, tenha a resposta.

Resultado:o prêmio de emergência, para aplacar a inveja do governador em relação ao prêmio recebido pelo presidente Lula da Unesco, virou "Prêmio Mico" do ano.

Constatação: Serra faltou com a verdade. Desde o início ele sabia que o prêmio não tinha a ver com ONU nenhuma. Se disser que não sabia dessa e de outras inverdades já desmascaradas, é achar que todo mundo é otário.

Neste sábado, nos debruçamos um pouco mais sobre os problemas já revelados de dona Deise com a "dona Justa". O jornalista Cláudio Nunes, de Aracaju, tem tratado do assunto no seu blog, pois a dona Deise andou por lá também.

Em post do dia 9 de julho, Cláudio Nunes diz:

Sem duvida nenhuma o povo sergipano é hospitaleiro até demais. Recebe a todos que chegam aqui não só de braços abertos, mas abre seu coração numa característica impar em todo país. Porém, por conta deste jeito sem maldade e com uma certa ingenuidade, algumas pessoas - principalmente ditas "autoridades" chegam aqui e tentam passar a perna não só nos sergipanos, mas nos recursos públicos. É o caso da senhora Deisi Noeli Kustra, responsável pela ONG, Organização Mundial da Família - OMF. Na semana passada auditoria da Controladoria Geral do Estado - CGE, descobriu que dos recursos repassados para a OMF, pelo governo passado, para construir a maternidade Nossa Senhora de Lourdes, cerca de R$ 6 milhões foram aplicados irregularmente. Ou seja, a CGE, defende que esses recursos sejam devolvidos aos cofres públicos, corrigidos monetariamente.

Foi essa senhora que anunciou ao governo passado, que tinha cerca de R$ 1 bilhão (US$ 470 milhões)para erradicar a miséria em Sergipe através do programa "Via Rápida", da ONU. O então candidato João Alves Filho, fez deste R$ 1 bilhão uma de suas principais metas de campanha. A coluna fez um questionamento no final de setembro ao Centro de Informações da ONU e recebeu a informação de que a Organização Mundial da Família, OMF, é uma ONG, que não pertence ao sistema das Nações Unidas. Ou seja, contra fatos não há argumentos.

Deisi fez a mesma coisa com hospital em Curitiba

O ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca tem até hoje problemas com a justiça por conta de um convênio que fez com a ONG de Deisi Noeli, sem licitação. Lá, o Ministério Público pediu até suspensão de direitos políticos de Rafael Greca.

A obra questionada é o Hospital Comunitário do Bairro Novo construído através de convênio com a Associação de Proteção à Maternidade e à Infância Saza Lattes.

A Saza Lattes recebeu do município um total de R$ 3,6 milhões para construir o hospital e logo em seguida devolver o bem ao município. O hospital foi construído em associação com a Beacon Medical International, empresa norte-americana, e com equipamentos doados pela Union Internationale Des Organismes Familiaux (Uiof), que possuía a concepção do modelo tecnológico da construção do hospital, sendo que a representante no Brasil dessa entidade (Deisi Noeli Weber Kusztra) era também diretora da Saza Lattes. Ou seja, a Deise embolsou a grama e os americanos contruiram de graça o hospital.

Deisi Noeli Weber Kusztra dirigiu a entidade filantrópica de 1987até 2000 vai ter que prestar contas do período em que foi diretora geral da Associação Sazza Lates


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Charge: Edidelson Silva


João Alves Filho é do DEM-SE. Foi governador de Sergipe à época em que Noeli esteve por lá. A sede da ONG de Noeli fica Bairro Ahu, a três quadras de onde até algum tempo funcionava um escritório do DEM em Curitiba.

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Sede da ONG da dona Deise, em Curitiba

Considerando o passado de dona Deise,que é acusada de garfar o vil metal proveniente de cofres públicos, duas perguntas não querem calar: a dona deise cobrou pelo prêmio com que a sua ONG agraciou José Serra? O governador enganou a fé pública, já que o prêmio nem sequer foi na ONU?

Xerox : : Viomundo

Políticos ligados a Manuel Zelaya são assassinados em Honduras

Dois dirigentes do partido de esquerda Unificação Democrática (UD) foram assassinados, no último sábado (11), em Honduras. Ambos participaram, nos últimos dias, de manifestações favoráveis a Manuel Zelaya, presidente do país deposto por um golpe de Estado em 28 de junho.

Roger Iván Bados, de 54 anos, foi morto a tiros em sua residência, na colônia de Rivera Hernández, em San Pedro Sula, norte do país. A outra vítima foi Ramón García, de 40 anos, também assassinado por homens armados ao descer de um ônibus no município de Macuelizo, departamento de Santa Bárbara, oeste de Honduras.

Em entrevista , o presidente da UD, Renán Valdés, indicou que García era um dos líderes dos protestos em Santa Bárbara, e que Bados também sempre participou de manifestações pró-Zelaya.

Para ele, por este motivo, os dois homicídios configuram um "ato de represália" perpetrado pelo governo de facto do país, encabeçado pelo presidente Roberto Micheletti, nomeado pelo Congresso.

Em um comunicado, a Frente Nacional de Resistência Contra o Golpe de Estado ressaltou que as mortes ocorreram em meio à "grave crise política vivida por Honduras e sob claras condições de perseguição e repressão desencadeadas pelo governo de facto contra dirigentes populares em todo o país".

Na nota, o grupo exige que as autoridades investiguem "estes cruéis assassinatos" e levem à Justiça seus "autores materiais e intelectuais". "Convocamos o povo hondurenho a continuar participando de todas as atividades de resistência até que a ordem constitucional seja restituída e os golpistas abandonem o poder, ao qual chegaram mediante usurpação", diz o texto.

Sem toque de recolher, mas com censura

Ontem, o governo de facto hondurenho decidiu pôr fim ao toque de recolher que estava vigente no país desde o dia 28 de junho. Por outro lado, a censura aos meios de comunicação persiste, com toda a força. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, denunciou que um grupo de jornalistas da cadeia multiestatal Telesur e da tv pública venezuelana VTV foram ameaçados de morte em Honduras e tiveram que abandonar o país neste domingo. "Eles foram deportados. Essa é a democracia que nos querem impor no continente: a ditadura. Eles foram ameaçados de morte", afirmou Chávez em seu programa de rádio e tv dominical "Alô, Presidente". Chávez qualificou de "covarde" a ação do governo. Jornalisas da Telesur e da VTV denunciaram ter sido presos e obrigados a abandonar Honduras depois de terem seus quartos de hotel invadido pela polícia. Eles disseram ainda terem ficado presos durante algumas horas e aconselhados a abandonar o país por ordem do governo de fato de Roberto Micheletti. Segundo a polícia, a prisão foi punição por um roubo, mas os jornalistas afirmam que foi uma tentativa de amedrontá-los. Vários oficiais da Imigração, acompanhados por policiais armados e encapuzados, percorreram vários hotéis de Tegucigalpa para checar a situação migratória de jornalistas estrangeiros. Pressão Enquanto isso, a pressão internacional cresceu sobre Micheletti e seu governo, com apelos pelo restabelecimento imediato da ordem constitucional e o congelamento de fundos de ajuda por parte de organismos multilaterais de crédito como o FMI. "A suspensão da ajuda internacional é gravíssima, porque cerca de um terço do Orçamento Nacional - aproximadamente 1,5 bilhão de dólares - dependem de ajuda bilateral e multilateral", declarou o economista Nelson Avila, ex-assessor de Zelaya. O economista Martín Barahona, ex-presidente do Colégio de Economistas de Honduras, advertiu por sua vez que o país só "tem capacidade de se sustentar de forma autônoma por mais quatro ou cinco meses"."Nas atuais condições, é impossível que um governo consiga resistir por mais de seis meses", concordou Wilfredo Girón, professor de Economia da Universidade Nacional Autônoma de Honduras. Mediação da Costa Rica O presidente costarriquenho Oscar Arias anunciou que retomaria a mediação entre as duas partes da crise política hondurenha dentro de uma semana. Arias disse no domingo em San José que espera convocar um novo encontro entre representantes de Zelaya e do presidente interino Roberto Micheletti dentro de aproximadamente oito dias. A primeira reunião terminou na sexta-feira sem nenhum compromisso concreto, a não ser o de um novo encontro, sem data definida.

A mediação de Arias, apoiada pelos Estados Unidos, foi criticada no domingo pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, para quem a única solução aceitável para Honduras é a restituição de Zelaya

Xerox : : Portal do PT

Para o mundo, Lula é mesmo o cara!

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Lula vem atravessando de queixo erguido os salões internacionais por onde passa. Presidentes de grandes potências repetiram na última
semana o que já havia dito o americano Barack Obama: "Lula é o cara". O primeiro- ministro inglês, Gordon Brown, saudou
efusivamente a presença do brasileiro no encontro do G-8. "Fico muito feliz de ter meu amigo Lula na reunião", afirmou.


O francês Sarkozy, numa quebra de protocolo e tradição de seu país, recepcionou Lula com um informal tapinha nas costas e reiterou as
mesmas propostas dele quanto a mudanças da Cúpula. O italiano Berlusconi vê em Lula uma referência. Todos eles estão ouvindo o
brasileiro como quem presta atenção a um guru. No encontro, Lula pediu a participação de mais países nas decisões.


Os membros do G-8 concordaram. Lula pressionou por um combate à crise sem degradação do meio ambiente. Os integrantes da Cúpula
assinaram embaixo. Lula voltou a falar na reforma do Conselho de Segurança da ONU e do Fundo Monetário para que países emergentes tenham
maior presença. Sarkozy tomou a bandeira como sua e prometeu lutar por ela. Pareceu que cada uma das consultas, propostas e intervenções
dos líderes no G-8 levava o dedo de Lula.


De quebra, o presidente brasileiro ainda foi homenageado na sede da Unesco, em Paris, por promover a paz e os direitos humanos pelo
mundo, honraria concedida antes a Nelson Mandela e Jimmy Carter. O jornal Financial Times disse que o Brasil sob a batuta de Lula vai
"passar dançando sobre a crise". E não poupou referências derramadas à condução do País: "Trata-se de uma democracia
madura, com uma economia diversificada e uma população jovem e adaptável".


A busca de modelos alternativos está beneficiando o Brasil e seu mandatário. No Planalto, a avaliação é de que a crise foi a principal
responsável pela abertura desse espaço na política internacional. E o presidente Lula, experiente na arte de conduzir multidões e até
adversários para as suas trincheiras, está aproveitando.

Xerox : : Brasil, mostra a tua cara

Serra e o "Prêmio Mico"

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O prêmio de emergência, para aplacar a dor-de-cotovelo do governador em relação ao presidente Lula, virou "Prêmio Mico" do ano.

Primeiro, se descobriu que o currículo da dona da ONG responsável pela indicação de José Serra está mais para folha corrida.

Depois, que a solenidade não foi no plenário do Conselho Geral da ONU, como próprio Serra alardeou pelo twiter. Foi numa sala emprestada.

Em seguida, a própria ONU tratou de esclarecer que não tem qualquer relação com a dita ONG.

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Xerox : : Viomundo

Esquecimento ou irresponsabilidade ?

Desde junho, o Ministério da Justiça aguarda que os estados busquem os aparelhos de bafômetros comprados para serem usados na fiscalização da Lei Seca. O Espírito Santo tem 50 deles lá, que custaram R$ 375 mil. Por essas e outras é que essa lei, um ano depois, só reduziu as estatísticas de acidentes no início. Relaxamento sem perdão.

Voltamos a ditadura ?

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A Redação de Século Diário, cumprindo ordem do juiz Marcos Horácio Miranda, do 2º. Juizado Especial Cível Adjunto-Ufes, retirou do ar as
matérias publicadas nos dias 26 (relativa ao dia anterior) de junho e 02 e 03 de julho do corrente ano, em virtude da ação número
024.09.018872-3, movida pelos juízes Carlos Magno Moulin Lima e Flávio Jabour Moulin.

Os dois magistrados, além do pedido de censura, requerem indenização "por danos morais" no valor equivalente a 20 salários
mínimos, quantia que dispensa a necessidade de contratação de advogado para defender a causa perante o Juizado Especial.

Para justificar a medida violenta contra a liberdade de imprensa, os autores justificam a ação judicial com base no direito de resposta
que é assegurado a qualquer cidadão. Ocorre que Século Diário, antes mesmo de ter conhecimento da mencionada ação judicial, já havia
conferido o direito de resposta pleiteado por carta do juiz Carlos Magno Moulin Lima, conforme matéria publicada na data de 08 de julho
de 2009.

Portanto, a ordem judicial, violenta e desnecessária, põe em xeque, mais uma vez, a lisura do Poder Judiciário capixaba, demonstrando a
intenção inequívoca de censurar a liberdade de a imprensa divulgar os fatos à sociedade. Da mesma forma que cabe ao Judiciário julgar os
cidadãos no Estado de Direito, cabe à sociedade conhecer as atitudes dos magistrados, através de uma imprensa livre, e fazer o seu
próprio julgamento do Poder Judiciário.

Ressalte-se que as matérias censuradas tinham por objetivo, justamente, dar conhecimento à sociedade da prática recorrente do
ajuizamento de ações por magistrados, utilizando-se do Poder Judiciário do qual fazem parte, toda vez que seus interesses são
contrariados.

Século Diário vem levantar o seguinte questionamento à sociedade capixaba: deve o Poder Judiciário julgar o comportamento dos seus
próprios membros? Ou a sociedade possui o direito de ser informada, e fazer ela própria o julgamento de opinião a respeito da conduta
dos juízes?

Não se nega ao juiz, enquanto cidadão, buscar o amparo de seus direitos. No entanto, há um limite muito tênue entre o cidadão e o
cidadão-juiz, em um Poder Judiciário corrompido pelo nepotismo e pela advocacia promovida por magistrados, o que culminou na
"Operação Naufrágio".

Nos anos de chumbo (1968-1974), os acusadores também eram os próprios julgadores e executores das decisões. Nota-se, assim, que estamos
à beira de viver em um simulacro de Estado de Direito, onde aqueles que condenam agora são os mesmos que acusam, censuram a imprensa e
executam seus adversários. Espera-se que o Poder Judiciário, após os escândalos que se viu envolvido, não busque servir aos seus
próprios membros como escudo à ciência dos seus atos pela população. Afinal, no Estado de Direito, devem governar as leis, e não os
homens.

Xerox : : SeculoDiario

Manifestação em Honduras.


EUA suspende manobras militares em solo hondurenho

HAVANA, Cuba, (ACN) Vários milhares de pessoas protagonizaram uma manifestação nas proximidades da Casa Presidencial, em Tegucigalpa, em apóio ao chefe de estado constitucional desse país Manuel Zelaya.

A demonstração ocorreu no mesmo lugar onde centenas de policiais com fuzis de assalto e apoiados com carroças lança água reprimiram a população que repudiava o golpe militar, informou a PL.

Juan Barahona, presidente da Federação Unitária de Trabalhadores e dirigente da Frente de Resistência Pacífica Popular, ratificou a vontade de prosseguir a luta até o restabelecimento da institucionalidade nesse país centro-americano.

Barahona e Carlos H. Reina, candidato presidencial independente, manifestaram que brindarão umas calorosas boas-vindas a Zelaya, quando voltar a Honduras.

Aliás, repudiaram o abuso de força despregado pelas forças armadas contra milhares de hondurenhos que exigem a volta de Zelaya em frente à Casa Presidencial, desde que se conheceram as primeiras notícias do golpe, no domingo passado.

Por outra parte, Porfirio Ponce, dirigente sindical, denunciou a reaparição em Honduras do esquadrão da morte 316.

Neste sentido precisou que integrantes desse comando fustigam dirigentes populares, como Marcos Antonio Murillo, dirigente sindical da Universidade Nacional de Honduras, cuja moradia foi invadida em uma das ações desse esquadrão.

Esse comando criminoso foi criado pelo exército nos anos da década de 80 para desaparecerem e assassinarem dirigentes populares.

Em Washington, uma fonte militar anunciou nesta quarta-feira que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos suspendeu suas atividades militares com Honduras, devido ao golpe de Estado contra o presidente Zelaya.

Bryan Whitman, porta-voz do Pentágono, manifestou em conferência de imprensa que a medida se manterá por tempo indefinido.

Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, afirmou na segunda-feira que o golpe no país centro-americano constitui um ato ilegal e que Zelaya continua a ser o chefe de estado dessa nação.

Depois de uma reunião na Casa Branca, o líder democrata asseverou ao respeito que seria um grave precedente se começamos a retroceder à época dos golpes militares.

Enquanto, Hillary Clinton, secretária norte-americana de Estado, demandou a restauração da ordem democrática e constitucional em Honduras.

Xerox : :Cubanoticias

Enquanto isso....

O senador Renato Casagrande não entrou na onda da suposta desistência do governador Paulo Hartung (PMDB) de não mais se candidatar ao Senado, terminando o mandato, para fazer seu candidato ao governo do Estado, o vice-governador Ricardo Ferraço (PMDB).

O PSB vai continuar com sua agenda eleitoral, prevista para ser concluída em março, considerando Casagrande candidato ao governo, ciente de que todo o trabalho comandado por Hartung é para evitar a candidatura do senador. A partir dessa premissa, a sigla vai levar até o momento final essa candidatura.

Sobre a história de que está disponível para o senador a prefeitura de Vitória, em 2012, isso não é considerado no atual quadro político pelo partido, certo de que a imagem de Casagrande impõe candidatura ao governo. Sobretudo, de que a disputa entre ele e Ferraço será definida aos 45 minutos do segundo tempo. O PSB está convencido de que tem o melhor nome e vai conduzi-lo até onde for possível.

Portanto, até lá não haverá novidades.