Nunca antes nesse país...

Brasil tem menor juro da história.

O Banco Central reduziu ontem a taxa básica brasileira de 11,25% para 10,25% ao ano, a menor já registrada. Assim, o país deixou a incômoda posição de campeão mundial dos juros altos - agora experimenta encargos menores que os da China e da Hungria. Novas baixas são esperadas para julho.

Vocês lembram como era na época do Fernando Henrique Cardoso?

A Selic era 45% !!!!

E depois a oposição quer voltar a governar o Brasil.

O que a grande mídia nunca informa

Esta postagem é para aqueles que só ouvem falar que Chávez é um
ditador, um populista fanfarrão, que explora a miséria dos venezuelanos.

Segue abaixo o resultado de nove anos do governo Chávez, completados
no último dia dois de fevereiro (02/02/2008).

Analfabetismo: Na Venezuela, havia 1,5 milhão de analfabetos. Em
2005, a UNESCO declarou o país território livre do analfabetismo.

Pobreza extrema: Em 1998, mais de 20% da população vivia em pobreza
extrema. Em 2007, o índice caiu a menos da metade: 9,4%.

O desemprego caiu de 16,6% para 6,3%.

Salário mínimo: Em dólar, subiu de 153,1 para 285,9. Em bolívares:
de 75 mil para 614,79 mil

Relação dívida-PIB: Em 1998, a dívida era de 78,1% do PIB. Em 2007, 18,5%

Relação divida externa-PIB: Caiu de 25,5% para 11,3%

Investimentos em educação: porcentagem em relação ao PIB cresceu de
3,38% para 5,43%

Investimentos em Saúde: porcentagem em relação ao PIB cresceu de
1,36% para 2,25%

Mortalidade infantil, por mil crianças nascidas vivas: caiu de 21,4
para 13,9 por mil

Crianças no pré-escolar: Aumentou de 44,4% para 60,6%

Educação média: Foi de 26,9% para 41%

Ensino Superior: Aumentou de 22,6% para 30,2% o número de matriculados

Matrícula escolar e número de escolas. De 1.921 escolas e 427,5 mil
matrículas passou para 5.500 escolas e 1,1 milhão de matrículas.

Programa de alimentação escolar: de 252,2 mil para 1,81 milhão de
beneficiados.

Matrículas em escolas técnicas: de 31,4 mil para 203,9 mil.

Acesso à água potável: de 80% para 92% da população.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), um indicador internacional
medido pela Organização das Nações Unidas (ONU), em que 0 (zero) é o
mínimo e 1 (um) o máximo, subiu de 0,691 em 1998 a 0.878, em 2007, o
que significa um aumento de 33%.
Quem quiser mais números sobre a Venezuela (inclusive com gráficos
comparativos ano a ano) clique aqui, para os indicadores sociais, e
aqui, para os econômicos. São documentos em pdf.

Você, meu sagaz leitor, você, minha arguta leitora, já leu algum
desses números na nossa grande, imparcial e democrática imprensa?

Sabe por que ela não publica esses números? Porque ela "escolhe" o que quer colocar na sua e na minha cabeça!

Xerox : ANNCOL

Mais um

Já está no pátio da Polícia Federal o carro Prisma, que teria sido presente do desembargador Josenider Varejão a uma amiga, com dinheiro obtido de negociação de decisão judicial. No mesmo lugar, já há uma Mercedes do advogado Paulo Duque, filho do desembargador Elpídio José Duque. Imaginem se resolvem apreender todos os carros de desembargadores e seus parentes no Estado...não vai haver área o suficiente!

Coser não é unanimidade ( Falta 8%)

Pesquisa confirma capital político em alta do prefeito de Vitória

A pesquisa divulgada pela Transparência Capixaba, nessa terça-feira (28), sobre os 100 primeiros dias de administração dos prefeitos eleitos ou reeleitos, na Grande Vitória, apontou o prefeito de Vitória, João Coser (PT/foto), com o maior índice de aprovação. A pesquisa confirma o petista como detentor do maior capital político, após a eleição do ano passado.

O prefeito de Vitória, João Coser (PT), é o mais bem avaliado da Região Metropolitana, com 61,62% dos entrevistados atribuindo ao trabalho dele o conceito bom. Para outros 14%, o desempenho de Coser, no início de seu segundo mandato, é ótimo. No total, a aprovação do prefeito é de 91,92%.

Este índice de aprovação pelo eleitor de Vitória aumenta o capital político do prefeito com a população, que já era bem alto depois da eleição do ano passado. O prestigio dele também é grande junto à classe política e cresceu ainda mais com a eleição dele para a presidência da Frente Nacional de Prefeitos (FNP).

A alta de Coser no mercado político é um trunfo do PT nas articulações para as eleições do próximo ano. Com o prestígio adquirido, Coser teria condições de encabeçar uma chapa majoritária para a sucessão estadual. Entre os nomes colocados, o dele é hoje o que agrega mais valor. Poderia sair com certa vantagem em relação aos demais nomes colocados dentro do leque de alianças do governador Paulo Hartung.

Diante deste quadro, um grupo petista, liderado pela deputada federal Iriny Lopes, defende a candidatura própria do PT para a sucessão estadual, tendo Coser como cabeça de chapa. O prefeito, porém, tem arestas a acertar para viabilizar sua candidatura.

A principal dela é o fato de seu vice-prefeito, Tião Barbosa, ser do PMDB, partido do candidato Ricardo Ferraço, que estará à frente do governo do Estado, no período da disputa. Sendo assim, Ricardo teria não só a máquina do governo à sua disposição, mas também a da prefeitura mais importante do Estado.

Mesmo que o prefeito não dispute a eleição como cabeça de chapa, sua alta cotação no mercado político o transforma, assim como ao próprio PT, nos grandes articuladores do pleito, ficando livres para escolher o palanque no qual subirão.

De qualquer forma, o caminho seguido pelo PT partirá de Brasília. Como a prioridade do partido é o palanque presidencial, o papel das lideranças nos estados estará sujeito à necessidade da candidatura do PT para a sucessão de Lula, o que pode obrigar Coser a se lançar candidato ao governo.

Xerox : Seculodiario

Origem da gripe suina.

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O Globo veste marrom

O noticiário internacional sobre a expansão da gripe suína se divide entre os jornais de maior prestígio, que trazem informações oficiais e recomendações à população, e os chamados tablóides, modo genérico de qualificar a imprensa de má qualidade, que sai com manchetes alarmantes e pouca informação útil. No Brasil, o papel dos tablóides - ou, como chamamos, da imprensa marrom - foi assumido pelo Globo com sua manchete: "Gripe se alastra no mundo e Brasil mostra despreparo".

Nos demais jornais brasileiros e na imprensa internacional de qualidade, a informação predominante dá conta de que a Organização Mundial de Saúde elevou o nível de alerta porque o vírus demonstra capacidade de transmissão entre humanos, o que pode facilitar sua expansão muito rapidamente em grandes cidades.

Embora os casos confirmados se restrinjam a cinco países - México, Estados Unidos, Canadá, Espanha e Escócia - o Globo entendeu que o vírus "se alastra no mundo". É um caso de alto alarmismo e baixo jornalismo.

Realidade distorcida

Dos três chamados grandes jornais de influência nacional, o Globo tem se caracterizado pela linguagem menos refinada e pelas escolhas de manchetes mais ruidosas. Quando se trata de casos de corrupção ou de violência extremada, pode-se justificar. Mas, no caso de um risco para a saúde pública, o gosto pelo escândalo pode representar um desserviço à sociedade.

Quando a notícia de um fato que pode causar pânico na população é produzida com os cuidados necessários, um número maior de pessoas procura adotar as medidas recomendadas pelas autoridades e a sociedade reage melhor.

Quando a mesma notícia produz mais alarmismo do que informação útil e segura, o resultado pode ser a irracionalidade coletiva, que reduz as chances de sucesso das ações preventivas.

No caso da gripe suína, todos os grandes jornais, com exceção do Globo, apresentam, em suas primeiras páginas, recomendações e dicas para que os leitores tenham uma idéia mais clara dos cuidados a serem tomados. Entre essas recomendações, uma das mais importantes é evitar a automedicação.

A manchete do Globo distorce a realidade, gera pânico, desinforma e nada garante que ajude a vender jornal. Então, para que o alarmismo?

Liberdade e responsabilidade

A escolha do Globo, que contrasta com as dos outros grandes jornais brasileiros, abre espaço para um bom debate sobre liberdade e responsabilidade no jornalismo. Além de informar pouco e fazer muito barulho, a primeira página do Globo de terça-feira (28/4) mistura a notícia sobre o grave perigo de uma epidemia mundial a querelas da política, ao inserir uma charge no meio da notícia principal. Na charge, o presidente da República aparece desenhado, com um guarda-chuva, sob uma chuva de porcos, e a frase: "Mais essa agora".

Ora, que graça pode haver em ilustrar a notícia sobre o risco de uma pandemia de graves consequências com preocupações eleitorais do presidente da República? Ou será que os editores pretendiam relacionar a figura do presidente à afirmação sacada na manchete, segundo a qual "o Brasil mostra despreparo" para enfrentar um surto de gripe?

No momento em que o Supremo Tribunal Federal se reúne para votar a extinção da Lei de Imprensa, a edição de terça-feira (28) do Globo pode servir como bom exemplo de mau jornalismo - ou de como a liberdade de imprensa deveria ser acompanhada de muita responsabilidade.

Alberto Dines:

O fim da Lei da Imprensa, que deve ser votado nos próximos dias no Supremo Tribunal Federal, vai criar as condições para um jornalismo mais livre, mais qualificado e mais responsável? Sem a Lei de Imprensa poderemos dispor de um leque maior de opções de informação? A Lei de Imprensa representa o fantasma da ditadura. Convém substituí-lo pelo fantasma da desregulação total?

Não perca a edição televisiva desta terça-feira do Observatório da Imprensa. Às 22h40, ao vivo, pela TV Brasil. Em São Paulo pelo Canal 4 da Net e 181 da TVA. E também pela TV aberta, canal 2 VHF e 32 UHF (transmissora da zona rural); em SP, canal digital 63 UHF. Pela Net, canais 16 (DF) e 18 (RJ e MA); e pela Sky-Direct TV, canal 116.

Xerox : Observatório da Imprensa

Leituras do Manifesto Comunista fazem sucesso na Alemanha

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Segundo um artigo publicado no semanário Freitag, o actor alemão Rolf Becker tem-se dedicado à iniciativa de realizar sessões de leitura públicas do "Manifesto do Partido Comunista", escrito por Karl Marx e Friedrich Engels em 1848. Cada sessão de leitura demora cerca de duas horas, durante os quais Becker transmite ao público partes do conteúdo do texto.

A recepção a esta iniciativa tem sido a melhor: na leitura realizada no centro do "mundo Daimler", em Stuttgart-Untertürkheim, o leitor é premiado pelos mais de 250 trabalhadores ouvintes, no final, com ovação de pé. Mas não é uma novidade para ele: Rolf Becker diz que tem sido assim em todo os lugares onde lê o Manifesto.1

E com razão. 150 anos depois o texto não perdeu a actualidade. É precisamente esse aspecto que, cada vez com mais evidência, se vai impondo a todos os que o procuram. Que numa organização social capitalista os trabalhadores dependem do facto de encontrarem trabalho para viver e apenas encontram trabalho enquanto o seu trabalho aumenta o capital, é uma constatação tão verdadeira há 150 anos como o é hoje.

E que os trabalhadores ainda são uma mercadoria como qualquer outra, expostos à concorrência e às oscilações do mercado, haverá alguém que verdadeiramente pretenda discutir esta realidade?

E não descrevia já o Manifesto em 1848 com uma enorme clareza aquilo que hoje em dia se chama globalização, enquanto mostra que a burguesia, na busca constante de colocação dos seus produtos, em virtude do gigantesco e constante aumento das suas próprias forças produtivas, se tem de espalhar por todo o globo e em todo o lado estabelecer ligações, em todo o lado explorar as matérias primas que necessita, independentemente do lugar onde depois essas matéria-primas são trabalhadas e os produtos vendidos, criando uma dependência das nações umas das outras? E dessa forma, obrigando todas as nações a adoptarem o seu modo de produção, sob pena de serem destruídas, em suma, criando um mundo à sua própria imagem?

Não é exactamente essa realidade que observamos, quando sob o nome e a capa da transferência da liberdade e da democracia para outros países o que realmente se transfere é o modelo de negócios capitalista, acompanhado da exploração de recursos naturais, dos recursos humanos, da posição estratégica dos países para os quais se diz transferir essa liberdade e essa democracia? Não foi assim na América do Sul, não é assim em África, no Iraque, no Afeganistão?

Tem sido nestes últimos anos, durante a obscena orgia neoliberal cuja factura nos é agora apresentada, considerado como um acto demonstrativo de profundidade intelectual e mesmo de elevado sentido de responsabilidade a recusa da terminologia marxista para a análise dos problemas sociais. Usou-se mesmo uma palavra destinada a exterminar tais veleidades logo à partida, chamando-se-lhe depreciativamente a "vulgata marxista". Mas, como mostra o exemplo dos trabalhadores alemães, quem ainda quiser ler ou ouvir ler o Manifesto do Partido Comunista de 1848 compreenderá que "vulgata" é aquilo que se argumenta contra este texto, e não o conteúdo do texto. E cada vez mais ressaltará à evidência que, queiram os seus detractores ou não queiram, Marx e Engels tinham há 150 anos razão, e continuam a ter.

Xerox: Esquerda.net

Seis ministros do Supremo trabalham para Gilmar Mendes

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O Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), é uma escola de direito cujo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, é um dos proprietários, mostra que pelo menos seis outros ministros do Supremo fazem parte do corpo docente da instituição.

Procurada para saber que tipo de serviços são prestados pelos ministros e quanto eles recebem do IDP, a assessoria de imprensa da instituição não soube responder. Os ministros listados no site da escola de direito são: Eros Grau, Marco Aurélio Mello, Carlos Ayres Britto, Carlos Alberto Menezes Direito, Cármen Lúcia Antunes Rocha e Cezar Peluso.

Durante uma manifestação na porta do Supremo, os manifestantes taxaram como "absurdo" o fato de ministros trabalharem para a escola de Mendes. Um deles, João Francisco Araújo Maria, que é professor de Ciência Política, disse que um movimento nacional está sendo organizado para protestar contra uma suposta "vocação autoritária de Gilmar Mendes".

Ele e os outro nove manifestantes distribuíram um documento pedindo que Mendes "saia às ruas" e "não volte para o STF". No texto eles ainda se solidarizam com o ministro Joaquim Barbosa, que na última quarta-feira disse que Mendes está "na mídia destruindo a credibilidade do judiciário".

"Esse é um sentimento que está em toda a população brasileira, Joaquim Barbosa só expressou esse sentimento", disse.

Por que o mercado derrubou dona Leitão

Por Ricardo Berzoini

A colunista econômica Mirian Leitão escreveu um artigo, após a mudança de comando no Banco do Brasil, intitulado "Por que a
demissão derruba as ações do BB". Conhecida defensora das teses neoliberais que arruinaram o Brasil sob FHC, dona Leitão não se
conformava com o exercício, pelo acionista majoritário, do direito de mudar a presidência da empresa. Para dona Leitão, o BB é do
"mercado" e os minoritários (que ninguém consultou para saber se seriam contrários à mudança) devem mandar no majoritário.

Curioso é lembrar que, nos casos Encol e Maxblue, não vimos dona Leitão criticar os tucanos (à época legitimamente exercendo o papel de
acionista majoritário) pela gestão temerária.


Disse dona Leitão em seu texto: "O Banco do Brasil é empresa de capital aberto. O governo não é o dono, é o maior acionista. Por
isso, a demissão assusta e derruba as cotações. O spread bancário é um problema grave, mas o presidente da República não pode
administrar um banco de economia mista. É um disparate. Nenhuma intenção de defender o presidente do Banco do Brasil que foi demitido,
apenas é preciso entender como a economia funciona: se o BB tem acionistas privados, ele tem que operar com as regras do mercado,
buscando lucro e competindo com os outros bancos. Se ele vai ser administrado pelo presidente da República ou pela chefe da Casa Civil,
então não pode ter ações no mercado. Ou uma coisa ou outra."


De fato, o governo não é o dono do BB, mas o Estado brasileiro é o acionista amplamente majoritário. Quem compra ações do BB sabe disso,
sabe inclusive que é um banco que não quebra. O acionista do BB não corre o risco que atingiu os cotistas do Banco Nacional, do
Bamerindus, do Econômico ou do Lehman Brothers. Ele deve sim, óbvio, dar lucro. Mas quem disse que deve dar uma rentabilidade de 30% ao
ano? Onde está escrito isso?

Recentemente, o presidente da Petrobrás (não é Petrobrax, como queriam os amigos de dona Leitão), Sérgio Gabrieli, foi incluído entre os
finalistas do Premio Platts de Energia, na categoria "CEO do Ano" (executivo-chefe do ano). Gabrieli é filiado ao PT e
reconhecido mundialmente como um dos melhores gestores do setor. A Petrobrás é uma das ações mais valorizadas dos últimos seis anos.

Não há contradição em ser uma empresa estatal e ter ações na bolsa. E não há problema quando o acionista majoritário anuncia que tem
diretrizes para a empresa que não se restringem à busca de remuneração para os acionistas. Quem compra ações sabe que em qualquer
empresa o majoritário manda, no que não contrarias as leis e o estatuto da companhia.

Dona Leitão também sabe disso. Mas é preciso criticar o governo Lula. E defender o neoliberalismo.


O problema é que dona Leitão não entende nem mesmo de mercado. Depois de anunciada a mudança no BB, dia 8 de abril, as ações do banco,
de fato, caíram 8,15 % no primeiro dia, e 2,8% no segundo. Hoje, no momento em que escrevo esse artigo, as ações estão praticamente no
mesmo valor que tinham no dia 7 de abril. Alguns especuladores devem ter vendido ações no dia 8, prevendo já os artigos iluminados dos
neoliberais. Talvez tenham recomprado dias depois, embolsado um lucrinho. Talvez vendam na semana que vem e comprem daqui a um mês.
Assim é o mercado.


Mas não pensem que dona Leitão fará autocrítica. Ela prosseguirá dizendo que é preciso cortar os gastos, que o Estado é um mal e que só
o mercado salvará a humanidade. Nós, do PT, nunca negamos que o mercado deve ser fortalecido. Em 2002, debatemos com o grupo de
diretrizes do mercado de capitais, na BOVESPA, as medidas que o governo Lula tomaria para fortalecer as regras e o funcionamento do
mercado acionário e de títulos. Nós entendemos de mercado. E sabemos que as flutuações momentâneas só enganam os tolos. E alimentam os
discursos dos "espertos".

Mas nós, do PT, sempre dissemos o que agora parece claro, até para alguns liberais. Sem um poder público forte, democrático e
transparente, que regule e supervisione o mercado e atue em certas áreas diretamente, a conta vai para o povo, que sofre as
consequências da esperteza alheia.


Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta) era funcionário do BB. Grande escriba, produziu o FEBEAPA, coletânea de crônicas sobre o Festival
de Besteira que Assola o País. Se estivesse vivo, poderia escrever o FEBEACON (Festival de Besteira que Assola os Colunistas
Neoliberais).